- Sobre
A TEIA DA VIDA veio ajudar as pessoas que vivem
no entorno do Parque Paleontológico de São José
de Itabira. O Parque Paleontológico de São José
de Itabira desde a sua criação, em 1995, vem sofrendo
uma degradação continuada pelo próprio fato de
não ter sido implantada nenhuma instalação definitiva
que pudesse promover a sua real efetivação e proteção.
Está localizado em região de forte expansão urbana,
sob inúmeras pressões de assentamentos irregulares, até
agora timidamente contida pela administração municipal.
Tem sido alvo de constantes intervenções por parte dos
pesquisadores para que não seja irreversivelmente invadido e
ocupado.
Apesar da importância nacional e internacional do Parque, a população
que habita em volta do Parque tem poucas perspectivas de melhoria de
suas vidas. A vila de São José de Itabira se situa na
zona rural a 20 minutos da sede municipal de um dos municípios
com a maior mortalidade infantil detectada em 2000 (IBGE) no estado
do Rio de Janeiro.
O Instituto Walden – tempo, homem e natureza em convênio
com a Petrobrás e em parceria com a Prefeitura, e órgãos
do estado conseguiu iniciar a revitalização do Parque
e vem desenvolvendo a Teia da Vida capacitando cerca de 20 pessoas da
localidade.
A vila de São José, distante cerca de 30 km da cidade
do Rio de Janeiro, possui escola municipal de 1º Grau, uma escola
de 2º Grau, igreja católica e um diminuto comércio.
Seus 2000 habitantes são, na maior parte, trabalhadores urbanos
e pequenos sitiantes. Há algumas chácaras e fazendas de
gado na região que outrora fora grande produtora de laranjas,
hoje em decadência.
O município de Itabira é considerado como um dos mais
progressivamente empobrecidos do Estado do Rio de Janeiro, em razão
do acelerado crescimento migratório e do esvaziamento econômico
com escassos investimentos financeiros e sociais ocorridos nos últimos
anos.
A partir de 1928, a bacia foi objeto de lavra a céu aberto pela
fábrica de Cimento Mauá, para a produção
deste insumo básico da construção civil. Em 1984,
com a paralisação da lavra, restou uma área degradada
com a cava atingindo profundidade de 70 metros. Após o desligamento
do sistema de bombeamento do lençol freático, a cava foi
gradativamente preenchida por água até se transformar
num grande lago. Suas margens ainda preservam áreas com camadas
contendo fósseis, derramamento magmático, e locais de
acumulação de rejeitos da lavra.
A bacia calcária localizada em São José de Itabira
no recôncavo da Baía de Guanabara se destaca no cenário
paleontológico brasileiro como a única área científica
onde se tem o mais antigo registro de mamíferos terrestre, datados
do Período Paleoceno Superior, há cerca de 60 milhões
de anos. Abriga, também, testemunhos de derramamentos vulcânicos
através de falha geológica, conhecida como Falha de São
José.
O Projeto de Revitalização do Parque executado pelo Instituto
Walden tem como objetivo capacitar as lideranças locais para
sua autogestão e gerar oportunidades de trabalho e renda de forma
sustentável com a implantação do Parque Paleontológico
de São José de Itabira como um parque temático
cultural e ecológico voltado para a preservação
de manancial e patrimônio cultural, educação, disseminação
de informações, atividades de lazer e turismo.
Está sendo feita a reforma de um dos galpões da antiga
mineração com uso de tecnologias sustentáveis (ecotécnicas)
para servir de centro de referência e das várias áreas
científicas de que representa o Parque: geologia, paleontologia
e arqueologia.
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